27 de jul. de 2011

1 de jun. de 2011

Confundiu ser o que não era
Pareceu ser o que era

6 de jan. de 2011

tentei reter a sua imagem e importância
mas a força do tempo amarelou a fotografia
até torná-la um pedaço de papel pitoresco
como uma velha viuva que guarda o anel do marido
ela atingida pelos males do tempo
e o ouro ainda intacto

4 de nov. de 2010



A beleza ferve na feiura de Frida.
A arte salva, no instante estático de seus quadros,
O mundo do brilho que mendiga um olhar de idolatria.

27 de ago. de 2010

A ostra e o vento


A chama no peito acendia e por fim eramos tão leve quanto as plumas que flutuam e pousam nos seios de uma garota.
Eramos algo novo, para mim.

28/06/2009 00:31

Talvez fosse realmente a hora de expressar em palavras
esta saudade.
O cair da noite e o costume de te ver chegar da varanda.
Os passos ávidos por sobre os degraus da escada para abrir o portão.
E o beijo de saudação que por algum charme bobo, estalava nas bochechas,
e fazia-se ecoar em tantos outros lugares.
Era como encenar um romance opulento de amores. Até as cadeiras de
plástico obsoletas emendavam o contexto com perfeita sincronia.
O diálogo apenas servia para consolidar alguma relação irônica, pois os desejos
ditavam os gestos que quase inconscientes nos levavam à lugares excêntricos.
Eram os sonetos de Camões à transcêdencia, ou ao indescritível.
Prefiro levar esse verso à seu conjunto de estrofes e recitar ao seu lado, pois
que não se daria a entendê-lo sem o motivo de sua criação.
Depois de uma miríade de sonetos e alexandrinos, aqueles desejos eram dispersados.
Talvez um sentimento estivesse sendo composto ali, tal que, somente ali.
Seu silêncio era tarefa de excelente ourives.
Entretanto, lembro-me daquele episódio, talvez, o mais luzente.
Chegara a hora de partida, os desejos solidificavam-se a cada beijo, e num folêgo
tomado a muito custo, atendi às palavras mais sinceras.
As lágrimas se esvairam em contenção, um sorriso trêmulo, um olhar tímido.
A pergunta. E a resposta era a confirmação de um compromisso utópico.
Uma tal sinestesia dominva todo e qualquer espaço em que
econtrávamos juntos. E não haveria explicação que conseguisse
transpor essa felicidade limitada pela vaidade através de palavras.
Novamente, estou nas cadeiras de plástico esperando contemplar a beleza do
sol brotando do horizonte nas espelhadas águas marítimas.
Dessa vez, perderam-se os sonetos, ou estão sendo recitados por outros poetas.
Mas que se façam deles a lembrança.

08/01/2009 00:24

A noite cálida esconde a lua do mar,
que parece não ter fim ao juntar-se o horizonte.
A suave brisa que toca os meus braços, arrepia.
Como o mistério do que está para acontecer.