
É impressionante o fato de uma simples passada de olho em alguns textos gerar em mim uma espécie de comichão, que só sossega quando me ponho a dedilhar avidamente o teclado a minha frente.
Alguém diferente vai entrar no blog, me assusto um pouco com a idéia, não sei se as letras miúdas me dão abrigo atrás delas ou se o conteúdo dos textos me decifra tal qual se estivesse nua na frente de um estranho; mesmo assim escrevo.
Quando dizia que atmosfera na qual estava imersa parecia de algodão, estava sendo sincera, como uma criança que não gosta do que come.
Tenho espasmos, e tive; tenho delírios; e tive, tenho vergonha; e tive, tenho pudor, mas com ele não estive.
Me senti num circo, digavando sobre cores e sentindo simultaneamente aquele cheiro gelado. Ia muito além da sinestesia
Estou seca de idéias, crua de pensamentos, talvez fosse bom ver um filme... Um filme com a Björk é quase uma colher de sopa fumegando de vontade de escrever, mas a criatividade escorreu de mim enquanto dormia com a luz acesa.
Pensei em puxar com o rodo, mas talvez fosse melhor deixar secar lá mesmo, quem sabe ela não volta de onde saiu? Bom, mas daí voltaria pra Björk e não pra mim.
Uma criança certamente não iria gostar de uma sopa de Björk, ela é esquisita, provavelmente faria uma careta sincera.
Obs.: Esse texto foi escrito a mais tempo, não sei precisar quanto, mas por algum motivo não foi postado na época e faz parte da coletânea que comecei a publicar hoje.
Nenhum comentário:
Postar um comentário