Remexo na cadeira.
Cutuco as últimas peles salientes das unhas.
Tento encontrar um ritmo para minha incostância.
Procuro a concentração no sutil acariciar do vento sobre as folhagens.
Lembro da viagem, de como era diferente apenas o balançar dos galhos caducos.
O inverno pariense revela os entremeios da cidade.
A noite oferencendo a beleza do seu frio.
Os transeuntes com seus negros casacos.
Cada passo revelando um pouco da história de um lugar tão ambientado nas salas de aula.
As idas aos museus e as consequentes epifanias.
O absorto diálogo com Chagall.
O susto em ver Basquiat.
A contemplação.
O silêncio.
Ataraxia.
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