3 de jul. de 2010

Na fuga da própria aceitação
Na trilha duvidosa do ambiente selvagem onde não há discernimento estrutural.
Sem vestígios de qualquer habitação.
A nebulosidade cria o medo, insegurança e incertezas.
O medo atrai a desistência, entretanto, suscitar a possibilidade de regreção, reacende a coragem.
Nos entremeios desta alcova vê-se paradoxos e intolerâncias.
O riso desnorteado torna a irônia notória.
Aqui não há regalias, o determinismo domina a lógica dos episódios trazendo à tona uma resignação acumulada.
Esse apresamento propicia o conhecimento lógico interior, com a consequência do individualismo.
Tornam-se estranhos aqueles que já foram próximos, os minuciosos detalhes aparecem como nunca, trazendo a crítica no cume das desavenças.
Num segundo plano está o conhecimento que se tomado em sua forma literal pode trazer a infelicidade. Pois se a ilusão, típica do idealismo, é a loucura concomitante com a alegria, alienando a realidade. O que seria do real sem o conhecimento que desanuvia a nebulosidade
da ignorância?
Estou no alvéolo do indescutível, essa transição antitética; amaestrando o produto de uma reação excêntrica.

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