15 de fev. de 2008

Como num baile de máscaras

Entre copos, gelos e vodka encontrava-se a rubrica da noite...

A sintonia de pessoas, músicas, estilos, nacionalidades, preferências sexuais...era um tanto quanto incomum.

Os corpos reproduziam em gestos o ritmo da música, elevando-os a uma sinestesia incrível.

Era um ritual de libertação, fugindo do cotidiano, encontrando-se...

E então o manto que cobria todas aquelas personalidades discretas, vê-se ao léu.

Podem ser ouvidos os rugidos das feras sendo soltas de seus cativeiros; tornara-se uma selva de liberdades sem resquicícios de indagações perjorativas.

A intensidade das amizades aumentavam, as duplas transformavam-se em trios e novamente em duplas. Como se qualquer curiosidade fizesse parte de um experimento.

A consciência quase já não tinha mais frequência, era feita de flashes.

E de repente já era dia lá fora.

As máscaras espalhadas pelo salão eram recolocadas num ritmo frenético e os ocultos voltariam a se esconder como num baile de máscaras.







2 comentários:

Unknown disse...

adorei, quem dera pudessemos sempre tirar nossas máscaras e mostramos como nos somos...

Anônimo disse...

tenho um certo medo desse seu texto...