A sintonia de pessoas, músicas, estilos, nacionalidades, preferências sexuais...era um tanto quanto incomum.
Os corpos reproduziam em gestos o ritmo da música, elevando-os a uma sinestesia incrível.
Era um ritual de libertação, fugindo do cotidiano, encontrando-se...
E então o manto que cobria todas aquelas personalidades discretas, vê-se ao léu.
Podem ser ouvidos os rugidos das feras sendo soltas de seus cativeiros; tornara-se uma selva de liberdades sem resquicícios de indagações perjorativas.
A intensidade das amizades aumentavam, as duplas transformavam-se em trios e novamente em duplas. Como se qualquer curiosidade fizesse parte de um experimento.
A consciência quase já não tinha mais frequência, era feita de flashes.
E de repente já era dia lá fora.
As máscaras espalhadas pelo salão eram recolocadas num ritmo frenético e os ocultos voltariam a se esconder como num baile de máscaras.
2 comentários:
adorei, quem dera pudessemos sempre tirar nossas máscaras e mostramos como nos somos...
tenho um certo medo desse seu texto...
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